04/02/2013

Ainda Choro




Costumo falar do que observo e às vezes falar de como me sinto.
E quando penso no que sinto, me vejo perdida em dois momentos: um quando era capaz de me apaixonar belo mais belo sorriso e saber que faria qualquer coisa que pudesse para que fosse para sempre. E agora onde me pergunto como eu faria para me sentir como antes.
Antes de construir esse muro pelo qual não consigo transpor, onde vivo entre o passado e o presente, onde anseio por voltar a viver, onde o sorriso seja tão fácil quanto antes, mas que no momento, tantas incertezas me consomem.
Como posso acreditar num amor onde se doa, onde você respeita, se dedica, e faria tudo sempre para fazer alguém feliz, quando a pessoa que depositava todas as esperanças de um futuro, simplesmente foi à pessoa que mais mentiu.
Sinto-me presa a magoa que ainda me consome ao descaso com que o amor foi tratado e no final, apenas viro as costas e sigo em frente, como se um dia eu pudesse olhar e me ver novamente. Onde eu sinta que possa sentir meu coração disparar e minhas mãos suarem.
Quem quero enganar quando na verdade sei que seu amor foi minha melhor ilusão e que ela me mata aos poucos, tornando-me tão descrente a um sentimento tão magnífico.
Queria dizer o tanto que lhe odeio, mas não posso negar tudo àquilo que um dia me fez desejar, não posso mentir pra mim, quando na verdade eu espero apenas esquecer.
Um dia gostaria de acordar e saber que valeu a pena, mesmo que tenha feito meu melhor ele nunca foi o melhor para você.
Talvez eu possa me redescobrir ou voltar a sonhar com um amor que sempre desejei pra mim, que hoje parece tão distante de tudo que sempre quis. 

O que fazer?

Momento nada descontraído, preciso de ajuda ou de alguém que me ajude a pensar de uma forma mais sensata.



Algumas vezes fico parada olhando a tela em branco e fico imaginando como seria fácil as palavras virem e preencheram esta tela e daí discorrer sobre tudo o que se passa. Mas a mente é uma caixa de pandora se reserva aos momentos.
Uma hora você tem tanta coisa a ser dita e em outras não consegue formar uma única frase coerente.
Acho que o amor às vezes é assim, diz tanto em alguns momentos e em outros parece pedir apenas o silêncio.
A troca de olhar parece ser a única coisa que nos resta, quando não sabemos expressar tantos sentimentos contraditórios.
A amizade às vezes é assim, nos deixa sem fala.
Os pensamentos se atropelam diante de fatos que não existe como remediar, atitudes impensadas nos faz perder a confiança em alguém que um dia nos cativou a quem chamamos de amigo, mas que no final de um capitulo ruim descobrimos que não o conhecemos.
Sem saber como questionar os motivos, sem descobrir os porquês, seguimos caminhos diferentes como se nunca tivéssemos partilhado tantos momentos.
Fico pensando se devo ou não procurar e conhecer sua real face, quando na verdade me questiono até que ponto posso me enganar tanto.
Sentimentos dúbios acabam assolando qualquer razão que eu tenha, pois definitivamente não sei o que fazer.  Quando era tão fácil uma conversa amigável, agora mais parece um momento de inquisição, onde desejo apenas a verdade, que verdade? Aquela que foi negada ou uma verdade que foi mascarada por algum motivo. Que motivo é esse que nos deixa a margem da confiança, que faz com que corra o risco de perder tantos amigos que foram enganados.
Será que sou amiga a ponto de esquecer e/ou perdoar tuas mentiras ou não sou amiga, pois não sei aceitar tuas falhas.
Parece ser tão difícil decidir sobre isso, quando deveria importar apenas sua amizade. Mas as perguntas são tantas que você fica entre sua conduta moral e a forma com que você acaba agindo.
Virar as costas e seguir em frente ou tentar ajudar, afinal para se propor a contar tantas mentiras à pessoa pode ter alguma doença ou uma carência, tantas perguntas sem respostas.
O que fazer?

Música e Sedução - XIX



......


Depois do café da manhã, Amanda levou Juliana para um dos lugares que mais gostava na casa, seu único refugio na verdade.
Era um caramanchão cercado de flores. Quando sua mãe era viva lhe ensinou o gosto pelas flores e ali construíra esse espaço em homenagem a ela.
Havia mesa, cadeira e até mesmo um balanço (namoradeira), foi onde sentou com Juliana.
- bem, primeiro gostaria que me ouvisse até o fim e depois você fala. – disse ela ainda segurando a mão de sua morena.
Ficou seu olhar no dela e começou.
- Juliana, sei que não me tem em bom conceito depois do que aconteceu, mas vou lhe contar como conheci Vanessa e como essa relação se tornou doentia e até mesmo ruim para ambas.

.....

Juliana ouvia Amanda falar sobre a forma como havia se encantado por Vanessa e como ela abriu um mundo no qual ela estava iniciando, a ouvir dizer que a outra era sedutora, envolvente, fez com que fizesse uma cara de desagrado.
......

- não fique assim, meu relacionamento com Vanessa acabou pouco a pouco sem que nos descemos conta disso, se bem que para ela ainda poderemos voltar. Mas é impossível, eu sinto que terei um grande problema com ela, mas não quero abrir mão de conhecer você.
- o que pretende fazer? – perguntou Juliana depois do relato dela.
- já fiz depois que você saiu daqui aquele dia eu fui ao encontro dela e coloquei um ponto final nessa situação.
- e ela? – perguntou Juliana, ainda descrente.
- disse que não deixaria isso assim, que mostraria o quanto estou enganada largando ela. Bem isso não importa o que importa é você e o que fará. – disse Amanda segurando a ansiedade que tomava conta de si.
Juliana ficou observando, levantou-se e caminhou por aquele lugar, tinha ouvido tudo o que ela dissera, mas temia que isso não fosse real, e se ela tivesse uma recaída e quisesse voltar para a ex-mulher, afinal elas eram sócias e tinha a ligação com a família dela.
- Amanda, eu não nego que estou com medo, eu passei esse tempo todo tentando lhe esquecer, não quero me magoar de novo. – disse Juliana
Amanda levantou-se e se colocou atrás dela, trazendo para seus braços.
- não posso dizer que não teremos problemas, ainda mais com Vanessa, mas eu estou disposta a tudo para ter uma chance com você, até mesmo cogitei a possibilidade de pedir ao meu ex-sogro que me envie para outra cidade para assumir a outra filial do escritório.
Nesse momento ela se voltou e olhou para aqueles olhos tão negros e viu o quanto aquelas palavras eram verdadeiras.
- se for para outra cidade, como faremos? – perguntou temerosa da resposta.
- darei um jeito – só depois de responder que Amanda reparou na pergunta – espera, você quer dizer, que...
Juliana sorriu e a abraçou.
- você lançou um feitiço em mim, não consigo parar de pensar, desejar e fazer tudo com você. – disse Juliana sorrindo da cara que Amanda fez.
O beijo foi inevitável e só selou aquele momento que era o inicio de muitos momentos que ainda estavam por vir.
- agora Dra. Amanda o que pretende fazer? – disse Jú
- vou começar te amando muito, minha morena. – dando um beijo naquela boca deliciosa.
-hum, começamos bem, mas e depois – continuou Juliana.
- bem, depois eu vou fazer o possível para te fazer feliz todos os dias.
Elas voltaram para a namoradeira e ficaram ali, trocando caricias e juras de amor, como duas adolescentes que acabavam de descobrir o amor.

......
Em outro lugar, Vanessa sentia o gosto amargo da bebida, olhou para o lado e pode ver que ainda estava no quarto de motel com Rebeca e a namorada dela.
Sentia cabeça rodar, levantou-se e foi até o banheiro onde tomou um banho frio e voltou para o quarto.
As duas estava abraçadas e dormindo, ela havia sido apenas uma coadjuvante naquele enredo de luxuria, se colocara entre elas que só se importaram e lhe dar prazer e depois satisfazer o delas, que parecia ser mais que luxuria, elas eram casal afinal de contas, tanto que fizeram amor de uma forma diferente do que tinham feito quando ela participara da brincadeira.
Olhou pelo quarto e viu toda aquela bagunça e as cenas voltaram a sua cabeça, de novo havia se deixado levar, bebera uma quantidade exagerada e depois usara e se deixara usar naquele jogo de sedução.
Sempre fora assim inconsequente no quesito prazer, talvez por isso suas chances com Amanda estava arruinadas. Só que não iria desistir, lutaria por aquela mulher.
Mesmo assim, havia tentado ficar com outra mulher, que ao lhe rejeitar acabara indo para aquele lugar.
Pegou sua bolsa, e resolveu ir embora, Rebeca não era nenhuma novata então saberia muito bem como ir embora. Mesmo assim deixaria o motel pago para não ter problemas.
......
Enquanto isso, Amanda e Juliana começavam uma estória de carinho e cumplicidade.
- infelizmente preciso ir – disse Juliana ainda nos braços de Amanda.
- durma aqui – disse Amanda a segurando mais forte.
- hum convite delicioso, mas gostaria de lhe fazer outro – disse Juliana depositando um beijo naqueles lábios que a enlouqueciam – quero que venha comigo.
Amanda a olhou e seus olhos ficaram mais negros diante da surpresa do convite.
- quer dizer que me quer em sua casa? – perguntou apenas para confirmar.
-sim, afinal eu já sei onde mora gostaria de lhe mostrar onde moro.
- feito, irei com você. – disse já se levantando. – que tal um banho antes de irmos?
Proposta que foi prontamente aceita por Juliana que já se jogava em seus braços.

.....

http://www.youtube.com/watch?v=0eKMolqCD7w

03/02/2013

Menina, Mulher



Misteriosa menina


Com sorriso de criança

E corpo de mulher

Que invade meus sonhos

E torna-me escrava de meus desejos

E ansiosa por seus lábios rubros

E delicados

Prontos para serem beijados

E apreciados como a fruta mais doce

Com o néctar mais saboroso

Assim como o próprio mel

Que exala de seu corpo

Que se contorce sobre o meu

Em um delírio único

A procura do êxtase pleno

E de satisfação para a loucura

Que toma conta de nossos corpos

Ainda suados

Que se procuram

E se acham

Numa noite

De lua cheia

A única testemunha

De nossas fantasias



Música e Sedução - XVIII





.....


Ao se deparar com aqueles olhos negros fixos nela depois de fazerem amor, Juliana constatou que não poderia simplesmente esquecer o que tinha acontecido e seguir em frente.
Então baixou e tomou aqueles lábios nos seus e à medida que aprofundava o beijo todo desejo represado, queria sentir aquela mulher como sua, mesmo que ao final de tudo ela fosse apenas mais uma transa.
Como ela estava por cima, conduzia o beijo, explorando aquela boca, descendo de mansinho por aquele corpo, beijando e mordendo aquele pescoço, a ouvindo gemer devagar, segurando em sua cintura para que não saísse de onde estava.
- Juliana – tentou dizer
- não diz nada – retrucou
E ficou assim, ela deixou que fizesse com ela tudo o que desejasse.
E ela não se fez de rogada, queria aquela mulher a sua mercê, queria que ela sentisse o que fazia com ela, deixaria que seu desejo tomasse conta, afinal havia sonhado tantas noites com ela.
Juliana arranhava aquele corpo com a as unhas e beijava os lugares que arranhava arrancando gemidos cada vez mais altos.
Até que chegou ao seio dela, começou a chupa-los devagar aumentando cada vez mais, então passou a língua por seu mamilo deixando-o duro de tesão, para depois morde-lo, seguindo de um para o outro, para depois sopra-lo à medida que ela se segurava para não gritar, sentia a perna dela se posicionar no meio das minhas, fazendo com que rebolasse pra ela, e começasse a molhar aquela coxa que a deixava louca.
Saindo daquele contato ela desceu por aquele corpo, beijando cada pedaço daquele corpo que a enlouquecia, até chegar ao seu sexo, que já estava molhado, sentiu assim que coloquei meus lábios para beijar bem gostoso, colocando sua língua nela e mexendo, lambendo cada pedacinho daquele lugar que dava prazer à mulher entregue a ela, quando ela se remexia,deixando que ela desvendasse seus mistérios até então escondidos.
Sentia ela se derramando em seus lábios, ela se abria cada vez mais, até que colocou um dedo dentro dela e sentiu seu corpo todo retesar, acompanhando minhas investidas, enquanto eu a chupava forte e metia bem gostoso dentro dela, aumentando cada vez mais aquele contato, sentia que ela estava prestes a perder o controle, quando seu corpo começou a sacudir em espasmos cada vez mais fortes e senti na minha boca todo o mel que jorrava de seu sexo.
Depois voltei a subir por seu corpo e por fim a beijei, para que ela sentisse em meus lábios seu gosto.
E fiquei ali, apenas curtindo aquele momento, enquanto ela se acalmava.
Passei minha mão por seu rosto até que ela abrisse os olhos e focasse em mim.
E ficamos ali perdidas naquele olhar.
Então deitei ao seu lado e repousei a cabeça em seu ombro, sentindo suas mãos tocavam minhas costas passando a ponta dos dedos num vai e vem gostoso, fazendo com que eu acabasse dormindo.

......
Amanda estava com Juliana nos braços enquanto essa dormia, depois de terem feito amor, seus pensamentos estavam inquietos.
Quando a campanhia tocou jamais poderia imaginar que era Juliana a sua porta, ficou tão surpresa e até mesmo feliz que não foi capaz de fazer nenhuma pergunta. E quando sua morena a tomou de pronto, o que poderia dizer além de aproveitar aquele momento.
Só que não queria que fosse apenas uma noite, desejava ela ali todos os dias e iria lutar por isso. Queria conhecer aquela mulher, que ela fizesse parte da sua vida, esperava poder conversar com ela e conseguir explicar que havia colocado um ponto final naquela relação louca com Vanessa.
Com esses pensamentos acabou dormindo.

........
 Ao acordar percebeu que a cama estava fazia, não foi preciso pensar para constatar o obvio, mais uma vez Juliana saia de sua vida.
Colocou o braço sobre os olhos e deixou que as lágrimas descessem.
Sentia uma dor imensa no peito.
Até que derrepente ouviu aquela voz.
- bom dia dorminhoca!
Ela tirou o braço dos olhos e a viu, parada na porta, segurando uma bandeja com café.

.....

Juliana reparou na marca de lagrimas na face de Amanda. Por que ela estaria chorando.

....
Amanda sentou e disse:
- pensei que tivesse ido embora –
....
Agora entendia o motivo das lagrimas, então constatou que para ela também não era apenas uma noite.
....
- pensei nisso quando acordei, mas achei melhor esperar você acordar e conversarmos – disse colocando a bandeja sobre a cama.
- certo o que quer conversar? – perguntou Amanda com receio.
- primeiro vamos tomar café, pois estou faminta – disse sorrindo.
No que foi acompanhada por Amanda, então tomaram o café em silêncio, mas em contemplação mútua.
......


http://www.youtube.com/watch?v=fonlm4OYy14

01/02/2013

Música e Sedução - XVII




.......


A tequila descia de forma deliciosa sobre sua garganta, sentia que precisava de mais e mais, ainda não conseguia esquecer aquela mulher e saber que sua ex estava de volta não contribuía em nada com seus sentimentos.
Seu casamento havia sido perfeito até que de uma hora para outra Cristina pegou suas coisas e saiu de sua vida sem qualquer comentário, tentara tudo para encontra-la, mas parecia que ninguém sabia onde ela havia se metido.
Depois de tentar entender, procurar e fingir que ela voltaria da mesma forma que ela se foi resolveu deixar tudo como estava e seguir em frente.
Carlos foi seu amigo, seu porto seguro quando tudo parecia naufragar.
Definitivamente não ficaria ali pensando sobre o que poderia ser, pegou sua bolsa e já deixava a boate quando sentiu alguém segurar seu braço, não precisou olhar para ver quem era.
- solte-me – no que foi prontamente atendida
Entrou no taxi que estava na porta, já que tinha vindo com Carlos, assim que chegasse em casa ligaria para ele avisando.
Deitou a cabeça no encosto da poltrona do taxi e sentiu uma lagrima rolar.
Tanta coisa acontecendo e a única coisa que desejava ela estar num único lugar, seus pensamentos foram longe, sendo interrompidos pela voz do motorista.
- senhora, já chegamos – disse.
Ela abriu os olhos, mas o que viu a deixou assustada.
-não moro aqui – disse ao motorista.
-bem foi esse o endereço que me deu – disse já pensando que levaria um cano. – então onde mora?
Ela ficou pensativa e decidiu descer, se havia dado aquele endereço então não iria fugir.
Pagou o motorista e saiu, ficou de pé olhando para a porta, até que tocou a campainha.

......

Um som insistente parecia querer tira-la do seu sono, tentou cobrir a cabeça, mas foi em vão.
Olhou para o relógio de cabeceira e viu que passava das 4 da manhã, só esperava que não fosse Vanessa, nem se deu ao trabalho de colocar um roby, desceu e atendeu a porta.
Então a viu, linda, seus olhos a prendiam, pois tinham um brilho diferente, se por um acaso aquilo era um sono não queria acordar.
- Juliana – mal disse o nome dela
......
Juliana saiu do seu estado de torpor ao ver Amanda a sua frente apenas numa camisola negra, quase transparente, passou a língua sobre os lábios ressequidos e entrou, sem pedir licença tomou aquela mulher em seus braços e a beijou de forma quase desesperada, precisava daquele beijo como do ar que respirava.
Suas línguas se buscavam, suas mãos se tocavam e o contato era imprescindível.
Ao se separarem só conseguiu dizer:
-preciso de você – e voltou a beija-la.
.....
Ao sentiu seus corpos se tocando, não pode pensar em mais nada, havia dormido com o pensamento em Juliana e agora ela estava ali, beijando-a. sentia um gosto diferente, sabia que ela havia bebido, mas não faria perguntas, só aproveitaria que ela estava ali.
A pegou no colo sem deixar de beija-la, subiu em direção ao quarto.
A colocou sobre a cama e se afastou o suficiente para ter certeza de que não estava sonhando, tocou gentilmente aquele rosto que era seu sonho mais precioso. Seus lábios voltaram aos dela, sentia seu corpo queimar a cada beijo, sua respiração estava ofegante.
Sentiu quando ela foi passando a mão por seu corpo, tirando a camisola, deixando-a completamente nua.
-eu...
Antes que pudesse falar alguma coisa ela a beijou.

......
Juliana sentiu aquele beijo, sentia seu corpo responder a cada toque daquela mulher. Queria se perder naqueles braços e não pensar no futuro.
Ai tirar sua camisola sentiu que ela estremecia ao leve toque de suas mãos.
Então sentiu quando aquelas mãos tocarem suas pernas, levantando seu vestido até a cintura, e ela descendo para beijar cada parte que se tornava visível. Suas pernas, passando por sua barriga, arqueou o corpo quando ela mordeu sua cintura, beijando em seguida.
Só conseguia segurar nos lençóis e deixar aquela tortura deliciosa continuar.

.........
Amanda beijava aquela barriga, subindo por aquele corpo delicioso e entregue ao desejo, suas mãos iam desnudando aquele corpo desejoso.
Ate chegar aos seios, viu que ela estava tão excitada quanto ela, então os beijou, um de cada vez, sentia ela se revirar embaixo dela.
Passava a ponta dos dedos sobre os mamilos dela, deixando o duro para só depois abocanhá-los, mordendo e passando a língua sentindo a respiração dela ficar mais acelerada à medida que se deliciava naquele seio.
Apertando forte e o levando até a boca, estava chupando bem gostoso, quando sentiu a mão dela a tocar em seu sexo, penetrando-a lentamente. Tomada pelo desejo, terminou de tirar o vestido dela e o jogou longe.
-preciso de você Juliana. – disse ela rouca de desejo
-me faça sua Amanda, eu preciso te sentir.
Depois desse pedido ela não parou mais.
Queria aquela mulher mais do que tudo, precisava de novo poder ama-la e esquecer os dias que havia passado em desespero, aguardando que ela voltasse.
Sua boca percorria por aquele corpo enquanto sentia o toque dela, sentia seu sexo se encharcar, pelo toque e pelo beijo.
-me faça sua.
Quando Juliana a penetrou com o dedo, puxou o ar todo que seus pulmões eram capazes de armazenar, começou um movimento gostoso enquanto ela ia e vinha. Sentia que daria tudo aquela mulher se preciso fosse.
A beijava, enquanto ela a torturava, colocando agora outro dedo, tornando o contato ainda mais prazeroso, sentia que estava prestes a gozar quando ela tirou os dedos de dentro dela.
A olhou sem entender, até que ela inverteu as posições ficando sobre o seu corpo, sentando sobre meu sexo e rebolando sobre ele, deixando que eu visse o quanto ela estava molhada, tocava seu corpo sem pressa queria senti-la.
Minhas mãos passeavam por seu corpo, segurando seus seios, e quando ela começou a rebolar cada vez mais rápido sobre seu sexo, sentiu que seu corpo perdia o controle, seu sexo molhado em contato como dela, completamente encharcado, então foi sua vez de colocar a mão entre elas e a penetrar.
Ela estava linda daquele jeito, totalmente entre, os cabelos desalinhados a medida que ela me mexia rebolando de forma sensualmente sobre seu corpo, sentia que breve perderiam o controle quando ela gemeu roucamente e aumentou cada vez mais seus movimentos sobre meu dedo, seu mel escorria por minha mão mostrando o quanto ela estava entregue ao momento.
Ela baixou para um beijo, e senti nos lábios uma leve mordida, quando ela agitou, seu corpo entrando em espasmos, antevendo que ela havia gozado lindamente sobre meu corpo, mantive meu dedo dentro dela, apenas fazendo pequenas caricias, sem a intenção de tira-los.

.....

31/01/2013

Música e Sedução - XVI





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.........
E foi o que Vanessa fez, foi se aproximando de onde ela estava e se colocou bem a sua frente, e viu quando ela focou em seus olhos, sentiu-se mergulhar naquele verde e pode ver que era uma mulher linda, tinhas os lábios prontos para ser beijada.
Então começou a dançar na frente dela, provocando a outra que estava atrás e dava mostras de que não estava gostando nada disso. Nem se importou, mexia o corpo na cadencia da musica e ela não parava de olha-la.
Foi tentar uma aproximação mais direta deixando claro para outra que aquela mulher seria sua.
E foi segurando na nuca dela puxando ela pra si, quando sentiu sua face arder, tomada pelo susto demorou a cair em si e constatar que acabara de levar um tapa.
- ficou louca – disse gritando
-não, mas não lhe dei permissão para tentar me beijar – Juliana disse apenas.
- como não se estava dançando desse jeito – respondeu.
- o mal de tipos como você e achar que pode chegar e ir pegando – Juliana disse.
- e o que aquela outra estava fazendo? – tentou argumentar
- dançando, além do que, ela não é uma estranha e sim minha ex-mulher.
Vanessa não estava acreditando, estava levando uma descompostura no meio da boate só porque tentou beijar aquela mulher. E como ainda poderia dançar daquele jeito com a ex.
Depois de pagar por esse vexame simplesmente saiu dali pisando duro e voltou para seu lugar.
Assim que viu Rebeca aos beijos resolveu que não ficaria sobrando, colocou a mão no ombro dela.
- que tal uma diversão a três? – sugeriu a Rebeca.
- hum, a morena não gostou da sua proposta. – riu Rebeca
- vai te ferrar – disse e já ia saindo.
Mas foi segura por Rebeca.
- eu não disse que não iríamos, só quis te provocar. – segurou na mão da menina e seguiram Vanessa.
.......
Juliana já tinha bebido um pouco, mas soube exatamente quando Cristina colou nela, afinal, depois de anos juntas não era difícil reconhecer o perfume e o toque de sua ex, ainda mais que aquele era um costume durante o casamento, sempre que saiam para dançar.
Ao ver a intenção da loira a sua frente não pensou duas vezes, a única vez que beijou uma total estranha na noite foi quando conheceu Amanda, agora estava ali, tentando exorcizar aqueles momentos, quando tudo o que ela queria era estar novamente naqueles braços.
Saiu da pista e foi para o bar.

......
De onde estava Cristina esta olhando o movimento da sua ex, ela estava solta como quando a conheceu. Tinha visto o Carlos com uma mulher e parecia não estar preocupado com Juliana, conhecia a amizade dos dois, muitas vezes brigou com ela por isso.
E depois do que viu fazer com aquela loira não seria o melhor momento de uma reaproximação, quem sabe fosse fazer uma visita para ela na clinica.
.....
De volta em casa, Amanda resolveu tirar aquelas roupas molhada, comer algo e dormir, amanhã seria um novo dia e começaria a lutar por seu futuro.
......
Num motel qualquer Vanessa estava praticamente a mercê das duas mulheres, gostava de variar, mas aquela noite prometia, conhecia Rebeca e sabia que ela sabia dar prazer a uma mulher.
Sentiu quando ela veio por trás dela segurou seu cabelo e começou a mordê-la e passar a mão pelo seu corpo, tocava seus seios apertando gostoso, enquanto rebolava para ela, sentia aquele corpo nu atrás do seu, enquanto beijava a menina que parecia conhecer muito bem aquele jogo.
A tocava, beijando seus lábios, descendo por seu corpo, mordendo seus seios, provocando, chupando, só conseguia ouvir seus gemidos à medida que avançava sobre ela.
Sentiu quando Rebeca começou a toca-la por trás, mordendo e a penetrando bem gostoso, sentia as pernas tremerem a cada estocada dela, enquanto já estava toda molhada em cima do corpo daquela morena, tocou seus sexos enquanto deixava Rebeca comandar o vai e vem gostoso que ela fazia agora o ritmo do seu rebolado era outro, sentiu a morena tocando seu clitóris, assim que colocou seu sexo no dela, agora ela rebolava para as duas, gemendo a cada penetração da Rebeca, enquanto seu clitóris era acariciado, apertando, sentia um prazer indescritível toda vez que sentia Rebeca entrando na sua buceta de forma tão intensa e prazerosa, sentia seu corpo tremendo antecipando uma explosão de gozo que não iria demorar, sentia seu corpo todo vibrar, quando achou que perderia completamente os sentidos, sentiu Rebeca colocando a língua dentro dela, chupando bem gostoso, mexendo com sua língua ela conseguia alcançar lugares intocados, numa forma ritmada ela a fazia rebolar cada vez mais rápido, subindo e descendo naquela língua à medida que a outra acariciava seu clitóris, arranca gritos de prazer, pois gemidos eram insuficientes para expressar tamanho prazer, até que não conseguiu mais segurar, sentiu o gozo chegar de forma explosiva e intensa, todo seu corpo tremia enquanto caia sobre o corpo da morena, sua respiração estava arfante, tentava controlar os tremores que a tomava, mas estava satisfeita.
Rebeca a olhava e sorriu antes de beijá-la e partir em direção a sua companheira, gostava da forma como Vanessa se entregava, nada como fazer sexo com uma mulher como ela, mas gostava mesmo da tranquilidade que tinha com sua pequena, o carinho que tinha em cada toque.
Vanessa ficou de lado apenas olhando a troca de beijos, o carinho com o qual tocava sua pequena, deixando-a mais excitada, mas não queria se distrair, só queria amar aquela menina que lhe dava tanto.


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http://www.youtube.com/watch?v=x0cjb84760A

30/01/2013

Música e Sedução - XV





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Fugas a parte, Amanda daria um jeito na sua vida, nem que para isso tivesse que começar de novo.
Se Vanessa achava que faria de sua vida um inferno estava redondamente enganada.
Pensando assim tomou a decisão de conversar com seu ex-sogro sobre a possibilidade de uma filial do escritório.
Idea essa que já tinha sido cogitada, mas não foi levada a frente, pois não sabiam quem assumiria o outro escritório.
Realmente aquele banho de mar havia operado milagre em seu estado de espírito.
Lutaria por Juliana, mesmo que ainda não soubesse exatamente como faria.
......
Juliana já estava quase terminando sua produção quando Carlos chegou.
Deixou a porta aberta para que ele entrasse e ficasse a vontade.
Do quarto ouviu quando ele gentilmente perguntou se iria demorar.
Ao invés de responder, preferiu fazer o ultimo retoque na maquiagem e descer.
.....

Carlos estava se servindo de uma bebida quando ouviu os passos de Juliana e se voltou para as escadas e se depara com uma mulher pronta para ser atacada ou atacar, tudo iria depender do que era iria querer.
- assim que eu gosto – ele disse indo ao encontro de Juliana
- obrigada, como não disse aonde iríamos espero que esteja bom – apenas disse.
- belíssima – do jeito galanteador dele perguntou – tem certeza que não tenho chances com você?
Ela deu uma risada gostosa, deu um beijo em seu rosto e disse:
- infelizmente, mas quem sabe não encontre a pessoa certa esta noite.
- vamos ver, espero que essa noite tudo dê certo, vamos – disse já colocando ela a sua frente.
.....
O lugar estava lotado, assim que cruzou a entrada reconheceu alguns rostos, comprimento algumas pessoas e seguiu em frente.
Como era uma frequentadora assídua já tinha seu local garantido, ficou um tempo na murada para ver o movimento na pista, os mesmo rostos, parecia que nada diferente acontecia, até que sentiu uma mão tocar sua cintura.
- oi gata, bom te ver - disse a estranha.
Vanessa olhou para sua interlocutora e sorriu.
- como vai Beca – disse dando dois beijinhos.
- agora muito melhor – disse ainda com a mão na cintura de Vanessa, olhou em volta e perguntou – sozinha?
- sim, resolvi sair para espairecer – apenas disse.
- Bom saber, vem para minha mesa estou com algumas amigas. – já disse puxando a mão de Vanessa
Bem, uma coisa era certa, não esperava ser laçada logo de cara ainda mais por Rebeca que já tinha sido uma das mulheres que costumava ficar quando saia na noite. Nunca havia mentido sobre ser casada.
Foi apresentada a duas amigas que faziam um casal e outra mulher que poderia muito bem estar com Rebeca, já que ela lhe deu uma olhada nada camarada.
-por que andou sumida querida? – Rebeca perguntou
- muito trabalho e também estava fora, mas e você o que tem feito? – devolveu a pergunta
- hum, apenas me divertindo – disse isso segurando a mão da mulher ao seu lado.
Vanessa apenas olhou para mulher, até que ela era bonita, mais nova diferente das mulheres que costumava ficar, mas deliciosamente gostosa.
Se Rebeca quisesse dividir a mulher, não se faria de rogada, aproveitaria a noite da melhor maneira e assim seguiram conversando.
.......

Carlos e Juliana chegaram já era quase meia noite, eles aproveitaram para jantar antes de esticarem a noite para uma boate, pelo visto o Carlos estava louco para dançar e para isso acabaram numa casa bem alternativa.
- tem certeza de que quer se colocar a prova meu amigo? – perguntou Juliana sorrido.
- qualquer coisa eu digo que é minha namorada – devolveu ele rindo
O lugar estava simplesmente lotado, as pessoas se acotovelavam para chegar ao bar. E por onde eles passavam algumas pessoas viravam a cabeça para ver o casal que acabava de chegar.
- é parece que você só sai daqui solteira se desejar.
- vamos dançar não estou procurando nada – disse já indo para a pista.
Começaram a dançar juntos, mas não demorou muito e foram separados pela multidão, foi quando Juliana sentiu um corpo colar ao seu.
.........
De onde estava Vanessa avistou uma das mulheres mais lindas, ela estava num vestido decotado nas costas e um salto de fazer inveja, ela estava na pista e uma mulher dançava atrás dela, ela se requebrava com uma sensualidade, levantando os braços sobre a cabeça enquanto a outra percorria suas formas numa dança de dar tesão em quem estivesse prestando atenção assim como ela.
Ela levantava o cabelo deixando a nuca à mostra enquanto a outra mulher vinha por trás e beijava sua nunca, então ela se virou e pode vê-la melhor, se já estava babando por aquela mulher, agora não seria diferente, começou a se mover em direção à pista quando foi interceptada por Rebeca.
- aonde vai?
- para a pista – disse se desvencilhando de Rebeca.

.........

28/01/2013

Música e Sedução - XIV




.......

Juliana trabalhou a manhã toda no hospital e depois foi para a clinica, sabia que não poderia protelar a conversa com Carlos. Assim que cruzou o batente da porta ele estava de pé ao lado da recepcionista.
Assim que seus olhares se encontraram ela soube que mais uma vez ele seria seu porto, seu irmão.
- bom dia Dra. Juliana. – disse ele
- bom dia Carlos, bom dia Rose – cumprimentou a secretaria também.
- preparada para nossa reunião?
- sim, vou até meu consultório e o procuro em sua sala.
- ok – respondeu e a viu seguir seu caminho.
Sabia que ela estava bancando a forte, mas uma hora toda aquela dor viria à tona. E quando viesse estaria ali para ela.
Colocou sua bolsa sobre a mesa e respirou fundo, precisava desse momento para criar coragem e enfrentar seu amigo.
Depois de alguns minutos rumou para o consultório de Carlos.
Ele já estava lá sentado e olhando alguns papeis.
- sente-se Jú, depois que decidir alguns pontos importantes para a clinica e não pense que não tocarei no assunto que a aflige, pois seria ingenuidade sua.
Ela o olhou e sorriu, ele jamais deixaria de tocar no bendito assunto.
Depois de duas horas conversando só sobre assuntos de trabalho eles deram por encerrado o expediente.
- e então, que tal conversarmos agora? – perguntou Carlos.
- o que quer saber?
- quem é a mulher que fez isso em seu olhar – disse de chofre.
- apenas uma mulher que conheci na noite – disse
- corta essa Juliana, se fosse apenas um caso você não ficaria assim, parece um cachorro que caiu da mudança.
- hum, boa definição. – disse. – ok, eu a conheci naquela boate, fizemos amor, alias eu fiz, ela queria apenas sexo.
- continue.
- o que quer saber que já não tenha deduzido Sherlock Holmes? – perguntou sarcástica.
- quero saber se terei que ir atrás dela – ele disse simplesmente.
-não, nos já encerramos esse episódio e vou seguir em frente. – informou a ele.
- ótimo, então eu te quero linda que vou te apresentar a uma amiga - ele disse, sabendo que ela não iria.
- negativo, irei para minha casa.
- para que, vai ficar em casa lambendo a ferida? – argumentou ele
- apenas quero ficar sozinha –
- não mesmo, passo para apanha-la às 22 horas, esteja pronta e linda, sei que não tem plantão amanhã, portanto nada de desculpas.
- Carlos – ainda tentou argumentar.
- fora, vá para casa se arrumar. – ele literalmente a colocou para fora.
De novo ela voltou a sua sala, pegou suas coisas e foi para casa, conhecendo o amigo do jeito que conhecia ele não a deixaria passar aquela noite em casa, só que não queria conhecer ninguém.
De certa forma sabia que Carlos estava certo só que não estava disposta a admitir isso. Mas faria o possível para se divertir aquela noite e esquecer um pouco sua tristeza
Foi para casa e tomou um banho demorado, já tinha colocado a roupa que usaria aquela noite, só esperava que não fosse demais, afinal não sabia para onde iria.

.......
Daria um tempo para que Amanda voltasse para ela, afinal era sempre assim que as coisas aconteciam. Eram namoradas e todo relacionamento tinha brigas, mas não abriria mão dela para outra mulher.
Talvez fosse melhor se divertir e deixar a poeira sentar, não iria ficar pelos cantos chorando e muito menos ficar de braços cruzados.
Iria sair espairecer encontrar com amigos e depois pensaria em como agir, afinal elas tinham um escritório e isso não iria se dissolver da noite para o dia, ainda estariam presas uma a outra, mesmo que através dos negócios.
Acabou indo para o quarto, queria ficar gostosa e deixar quem a visse com vontade de experimentar.
Afinal, nunca fora dada a monogamia, adorava experimentar, pena que Amanda fosse tão ultrapassada, afinal quantas amigas suas mantinham uma relação aberta em prol de um casamento mais duradouro.

.........

http://www.youtube.com/watch?v=oBNffYJ0Csg

27/01/2013

Fogo que Arde




Fogo que arde em mim

Consumindo-me

Fazendo-me desejar

O encontro de nossos corpos

Querendo

Antecipando o toque de seus lábios

De suas mãos me percorrendo.

Sei que essa noite serei sua

Por vontade,

Por escolha e querer

Que minha alma

Se junte a sua

E sejamos uma.

Na entrega

Nos sonhos

No futuro

Ainda que obscuro

E incerto.

Seja apenas o inicio

De uma estória

De um romance

Quem dirá de um futuro.

26/01/2013

PRESENÇA CONSTANTE


Você, por quem procurei mesmo sem saber,

A quem desejei por tantas noites insones

E que muitas vezes acreditei não existir

E em tantas outras imaginei muito distante!

Por muitas vezes desisti de você

Mesmo sem saber onde encontra-la

Ou se um dia me encontrarias!

Agora que te conheço, que sabes de mim!

Que sei onde encontra-la

Que estás comigo em todos os minutos do meu dia

Em cada segundo de solidão de minhas noites

Que mesmo ao dizer-me boa noite

Permaneces comigo...

Vejo que és muito mais do que eu esperava

Do que acreditei!

Aos poucos me conquistasse,

Ou teria sido de imediato

E eu que insistia em não ver em não querer...




Música e Sedução - XIII




 ......


A noite foi um tormento, mas precisava voltar a sua rotina, trabalhar seria o ideal no momento.
Tomou um banho demorado e se arrumou toda para ir ao hospital.
Sabia que teria que teria que conversar com Carlos mais tarde, afinal ele a conhecia melhor que ninguém.
Depois do fim de seu casamento ele havia sido seu único porto, agora se via de novo envolvida por alguém que não sabia respeitar os sentimentos de outras pessoas.
Ao lembrar-se de Amanda, sentiu o ar lhe faltar, ainda tinha o gosto daquela mulher em seus lábios e não conseguia esquecer o encaixe perfeito entre elas.
Mas não queria outra mulher como Cristina, preferia se dedicar a sua carreira e deixar sua vida pessoal parada como estava até ir aquela boate.
......

Amanda estava cansada, sua conversa com Vanessa a tinha esgotado mais do que imaginara.
Ainda tinha vontade de procurar por Juliana, mas onde, não havia sinal dela nem sabia por onde começar. Seu único ponto era a boate, mas duvidava que a encontrasse ali.
Mesmo que demorasse iria encontra-la e provar que aquele encontro não tinha sido casual e muito menos que tinha costume de enganar as pessoas.
Acabou entrando no mar com roupa e tudo, queria afastar toda aquela angustia que tomava conta do seu ser, se a água tinha o poder de transformar poderia começar.
Seus passos eram incertos à medida que saia da água, as roupas pesadas dificultavam seus passos, acabou se jogando na areia e ficou ali, sem rumo.
Nunca tinha sido assim, lembrava-se quando conhecera Vanessa e a força que tinha, mas aquela mulher foi capaz de minar sua autoestima, seu poder dar a volta por cima, sentia-se um animal indefeso a mercê de uma mulher que se mostrou ser mais que uma mulher bonita.
Ela nunca tinha sido uma mulher de ficar parada esperando as coisas acontecerem, e quando conheceu Juliana sentiu nascer dentro de si à esperança de voltar a ser a boa e velha Amanda, que sabia o que queria e corria atrás para conseguir.
Isso agora só era feito nos negócios, quanto a sua vida pessoal, estava um caos.
......
Então se lembrou de quando passou a fugir das coisas.
Era seu aniversario de casamento com Vanessa, dois anos juntas. Havia preparado uma surpresa aquele ano, contou com a ajuda de alguns amigos.
A pegaria no escritório e a levaria para a casa que havia comprado, lá tinha um jantar preparado para as duas e depois partiriam para um final de semana num lugar paradisíaco.
Como sabia que Vanessa iria trabalhar até mais tarde num caso grande do escritório sabia muito bem onde encontra-la.
Chegou aos escritórios e pode ver pela recepção que a única luz acessa vinha do escritório de Vanessa, ao se aproximar ouvir barulho, na verdade gemidos e a voz inconfundível da sua mulher.
Ao abrir a porta a viu sentada sobre a mesa, completamente nua com a cabeça jogada para trás gemendo enquanto uma mulher estava metida entre suas pernas, fazendo a delirar de desejo. Não conseguia mover, sua mão estava na maçaneta e suas pernas não conseguiam tira-la dali. Até que algo chamou a atenção delas, a mulher que estava com sua esposa foi a primeira e me ver e cutucou Vanessa que disse:
- não para, quero gozar gostoso na sua boca linda.
Como não obteve resposta ela ia falar com a mulher quando me viu, seus olhos no inicio demonstraram surpresa, mas suas palavras foram como uma faca enfiando em seu peito.
- por que não se junta a nós, seria um ótimo presente de aniversario.
Diante daquela cena grotesca o nojo que sentia de si mesma, tudo parecia vazio, de tudo que conhecia de Vanessa jamais pensou que ela fosse capaz de agir daquele jeito, e o pior que parecia que não estava em seu juízo perfeito, isso se ela tinha algum.
Deu as costas a elas e saiu dali, depois daquele dia parecia que tinha adquirido um gosto por fugir.

......

 http://www.youtube.com/watch?v=6eln48BCELk

25/01/2013

Sexta, Feriado ou Amor!


Sexta, Feriado ou Amor!


Isso para alguns é sinônimo de alforria, fato!

Quem não começa a segunda já pensando na sexta, se bem que janeiro começa e pensamos em fevereiro e carnaval.

Então podemos dizer que nossa vida gira em torno desses momentos que são marcados no calendário em letras vermelhas ou simplesmente naqueles que fazem parte de nossas vidas.

Aniversários, (família, namoro, casamento ou qualquer data que seja significativa para nós), na minha cidade o 13 de junho é um marco, pois é dia de Santo Antonio, (dizem: que é o Santo Casamenteiro) então já viram como nesse dia as igrejas ficam, simpatia de tudo que é jeito.

Para aquelas pessoas que desejam um namoro pensem com cuidado, visualizem o que querem e faça o seu pedido e ore, mas tenham fé, vai que suas preces não sejam respondidas de imediato ou que venha alguém que não é exatamente como seu pedido, por isso tomem cuidado com os pedidos.

Já fiz isso e falo por causa própria, hoje nem peço nada, vai que ele me ouve de novo (brincadeira), isso tudo na verdade foi uma forma de brincar um pouco com as datas e o namoro, já que meu cupido se retirou dessa função. Uma pena já que ela esta indo direitinho, só que arrumou uma protegida muito... Não sei o que posso atribuir a minha pessoa.

Então é assim, o amor ele surge de onde menos esperamos nos faz feliz ou triste, faz com queiramos comemorar cada dia, cada momento importante, escolhemos a musica certa e seguimos em frente, por isso sempre falamos que encontramos a tampa certa para nossa panela (continue vendo as panelas como utensílio, isso aqui é só um ditado popular).

A NET às vezes é uma via assim, nós trás alguém que fará parte de nossas vidas, depende de como escolhemos essa parceria, é o mesmo que a vida real um jogo de azar, precisamos nos deixar disposto a conhecer e ser conhecido. O que noto é que algumas pessoas não se permitem a isso.
Existe sempre uma estória, um fato novo, algo que não é dito e quando você vê você percebe que esta falando com alguém que não é real, mas um produto imaginado. Quem freqüenta os Chat, já devem ter percebido isso, algumas pessoas não são quem dizem, e elas não mantêm uma conversa por muito tempo.

Se esta realmente a fim de encontrar alguém, então se permita a isso, sem medo e falsas promessas, são legais esses encontros, esse sentimento vale a pena ser dividido com alguém que faça valer a pena.

Aproveitem os meios, carnaval, sempre existem amores de carnaval, como de NET e de simpatia..(Santo Antônio, virada do ano a lista é grande) RS.

Apenas sejam felizes e amem muito.

24/01/2013

Música e Sedução - XII




......
Amanda assim que saiu da casa de Vanessa pegou o carro e ficou andando de um lado para o outro, seus pensamentos estavam a mil.
Sabia que Vanessa não deixaria que a situação ficasse daquele jeito, já que ela não admitia perder nada para ninguém, quem dirá alguém que ela imaginava que ficaria atrelada a ela para o resto da vida.
À medida que avançava pelas ruas, seus pensamentos voltaram para Juliana. Ainda podia ver as lagrimas descendo e a tristeza que se instalara naquele belo olhar. O pior que não sabia como iria encontra-la, já que ela deixou claro que precisava de tempo para pensar.
Socou o volante do carro e deixou que toda sua raiva viesse à tona, mais uma vez Vanessa era um entrave em sua vida.
Lembrava-se da ultima briga.
Quando Vanessa cismou que ela estava de caso com uma advogada de um dos casos que estava envolvida, o disparate foi tão grande que ela a acusou de estar privilegiando a outra parte.
A briga foi tão feia que ela não teve outra escolha a não ser participar ao Dr. Rogério, pai de Vanessa sobre as acusações da filha. Depois de explicar toda situação ele apenas disse:
- amo minha filha Amanda, mas tenho pena de você.
Olhei para meu sogro e fiquei abismada com aquelas palavras.
- Dr. Rogério – apenas disse.
- Amanda, minha filha tem o mesmo gênio da mãe e não foi fácil o casamento, só consegui paz, quando infelizmente minha esposa faleceu.
Não conheci a mãe de Vanessa e ela dificilmente falava sobre a mãe, pensei que a morte fosse algo trágico, mas não. Talvez seja pelo temperamento de Vanessa que ela não conseguia falar sobre a mãe.
- o que posso te aconselhar e que se a ame, releve seu temperamento, mas se achar que essa relação não dá mais, então saia agora antes que ela consiga acabar com sua vida. – disse ele
- como pode dizer isso sobre sua filha? – perguntei.
- porque conheço Vanessa, eu a eduquei e errei muito, tentando suprir a falta da mãe. Por isso digo, seja feliz, mesmo que sua felicidade não seja ao lado dela.
E agora tinha que concordar, Vanessa realmente começou a seguir seus passos, às vezes ela sabia onde e com quem estava, sem que fosse preciso dizer. Quando elas começaram a brigar, tudo começou a sair, as ofensas se tornaram frequentes em cada discussão.
Parou o carro em frente à praia e ficou olhando o mar, as ondas pareciam fazer coro a seus sentimentos conflitantes.
O vento batia em seus cabelos e a brisa salgada beijava sua face. E a única coisa que desejava era estar ao lado de Juliana, saber como ela estava.

.......

Juliana passou o dia deitada, suas lagrimas foram à única companhia para aquela noite.
O dia estava amanhecendo quando finalmente conseguiu dormir. Só que não demorou muito e foi despertada pelo barulho do seu celular.
Ao olhar no visor viu que era o Carlos, seu amigo desde os tempos de faculdade e sócio na clinica de cardiologia.
- alo – disse.
- oi minha gata, posso saber por que ainda não esta aqui? – perguntou ele
- não tenho clientes para hoje, prometi que iria na parte da tarde para nossa reunião. – disse
- então porque essa vozinha triste, já que esta em casa? – perguntou ele
Não adiantava esconder nada de Carlos, ele a conhecia muito bem. Era seu amigo confidente, toda vez que tinha algo ele era o primeiro, a saber.
- ah, Carlos eu queria ficar em casa, se pudéssemos marcar essa reunião para outro dia. – disse ela.
- o que aconteceu gata – perguntou
- conversamos outra hora, hoje ainda não consigo falar sobre isso.
- ....
- ok. Beijos até amanhã. – disse ao desligar o telefone.
......

Carlos ficou sentado em sua sala ainda olhando para o telefone, havia acabado de falar com Juliana e sabia que a amiga não estava bem.
Sabia que não iria adiantar ficar insistindo, pois quando ela teimava em não falar o que estava acontecendo nada aconteceria.
Mas amanhã iria conversar com ela para saber o que estava acontecendo, já tinha tempo que não avia assim tão pra baixo.
Desde o final do casamento dela com Cristina que ela não ficava daquele jeito.
......

Juliana estava triste, levantou e foi preparar alguma coisa para comer.
.......


Após a saída de Amanda, Vanessa começou mais um de seus rompantes, tudo que poderia ser lançado se espatifou nas paredes.
Depois de promover essa quebradeira na casa ela se deixou cair no chão é chorou, sabia que havia errado em toda sua relação com Juliana, acreditou piamente que a menina humilde seria sempre a mesma, que ela não iria crescer e se tornar independente e senhora de si, como uma grande advogada.
Segurando o ultimo copo sobrevivente, ela deixou o liquido queimar sua garganta e as lembranças vieram à tona.
Quando cruzou pela primeira vez com ela pelos corredores do fórum.
Ela estava saindo de uma audiência quando ouviu aquela voz, levemente rouca.
A troca de olhares entre elas foi algo forte, ela se deixou levar por aqueles olhos negros e acabou deixando seu interlocutor sem qualquer resposta a suas indagações.
Ela falava com outra pessoa, mas seu olhar sempre recaia sobre ela e aquela voz estava causando certo desconforto, não ruim, mas excitante.
Quando ela passou por ela pode avaliar melhor aquela mulher, alta de porte atlético, cabelos preços num rabo de cavalo, vestida num terninho com corte simples, mas extremamente sensual e que perfume.
Depois daquele dia a procurava pelos corredores na expectativa de voltar a vê-la.
A chuva caia torrencialmente na cidade, assim que colocou os pés no fórum, teve que passar a mão pelas roupas tentando tirar o excesso de água.
Foi quando ouviu.
- parece que foi pega de surpresa doutora.
Assim que levantou o olhar cruzou com aqueles olhos tão negros.
- sim, não esperava que fosse chover tanto.
Viu quando os lábios dela se curvaram num sorriso.
- realmente, deixe que eu segure sua pasta, assim pode tentar se secar melhor.
- obrigada... – disse na tentativa de descobrir o nome dela.
- Amanda, Dra. Vanessa. – respondeu pegando a pasta da outra.
- como sabe meu nome? – quis saber Vanessa
- simples, eu perguntei.
Silêncio.
- entendo, obrigada por segurar minha pasta. – disse
- de nada, tenho uma audiência agora, poderíamos tomar um café mais tarde, assim você quebra o frio das roupas molhadas.
- claro, sairei mais tarde.
- certo, nos vemos então. Tenha um bom inicio de tarde doutora.
- obrigada, para você também. – disse Vanessa
Que ficou ali admirando aquela mulher saindo.
Talvez estivesse realmente intrigada com aquela mulher, mas algo chamava sua atenção.
Amanda já a tinha visto no fórum e sabia exatamente de quem se tratava, assim como já ouvir alguns cochichos relacionados à Dra. Vanessa Cervantes, loira, não muito alta, mas tinha presença, não era uma mulher que passaria despercebida.
Ao fim de sua audiência dirigiu-se até a cantina e a encontrou sentada, parecia compenetrada no que estava lendo.
Aproximou-se e disse:
- será que posso lhe fazer companhia? – perguntou sorrindo.
- claro, estava esperando outra pessoa, mas acho que ela não vai se incomodar – respondeu sorrindo.
Amanda sentou e colocou sua bolsa na cadeira ao lado.
Para alguém que era uma conquistadora Vanessa parecia não saber o que fazer diante daquela mulher, que apesar de ser jovem era dona de si.


Tristeza sem fim



Em cada sorriso

Um momento

Em cada lagrima

Uma incerteza

Mas mesmo assim eu insisti

Em que o seu lugar era ao meu lado

Todos os dias

Eu estava ali

Entregando-me a você

E nada disso era importante

Até que você descobriu

Que só isso não bastaria

Queria mais,

Só que seus sonhos não eram comigo

Era com outro alguém

Então fiz de minhas lagrimas

Minha fortaleza

E de minha incerteza

Força para seguir em frente

Hoje és apenas lembrança

De um tempo

Que acreditei num amor acima de tudo

Mas que nem tudo era verdade

Apenas meu amor por você.